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  • Talita Barbi

Confiança: um ponto crucial para enfermeiros em início de carreira

Um dos pedidos mais comuns que recebo de ajuda é "como ter mais confiança no início de carreira?". E sabemos que, como enfermeiros, lidamos com vidas e com o risco de prejudicar alguém, certo?


Eu fiz uma viagem de férias, e voltei com a resposta que tanto me pedem! Sim, eu me aventurei e me arrisquei e o insight veio com muita clareza. Mas antes quero falar um pouco sobre a confiança!

Normalmente referenciamos a confiança como a base dos relacionamentos. Quando a há quebra de confiança, as relações ficam "abaladas" e as vezes ocorre até mesmo a sua ruptura. Titubeamos em fazer parcerias ou manter contato com pessoas as quais não confiamos.


Tendo em vista que a palavra autoconfiança significa confiar em si mesmo, a ausência desta é reflexo de uma relação ineficaz de nós com nós mesmos. É um sinal claro de que a auto estima precisa ser trabalhada.


Junto com a falta de confiança vem a insegurança. Por sua vez, a insegurança e o medo caminham juntos! O medo pode ser de receber críticas, de errar ou de ser avaliado pelo outro. Pessoas que tem necessidade de mostrar sucesso ou possuem tendência ao perfeccionismo também podem ser acometidas pelo medo e insegurança.


Eu escolhi para minhas férias um destino lindo (foi minha primeira viagem fora do Brasil) - um arquipélago chamado Los Roques, na Venezuela. Neste momento, o país passa por uma crise e muitos me disseram para desistir da viagem. Não dei ouvidos mas tinha meus medos, e inclusive fiquei sem dormir algumas noites.


Meus medos eram: não conseguir me comunicar e não conseguir comprar comida, não entender nada no aeroporto, acontecer algo comigo fora do Brasil, de passar mal no voo do Teco Teco... coisas desse tipo. O medo e a insegurança vem normalmente de alguma experiência ruim do passado, de alguma falha já cometida ou de dúvida da própria capacidade.


"Mas Talita, o que isso tem a ver com o início de atuação como enfermeiro?". Tem a ver que no começo da carreira, ainda não tivemos experiências suficientes para transpor as inseguranças. Diversos pensamentos rodeiam a cabeça o tempo todo, assim como acontecia comigo nos dias anteriores a viagem, baseado no que citei no parágrafo anterior.


O medo existe, é natural e é resquício do nosso cérebro primitivo que tem como principal tarefa nos manter vivos! Sentiremos medo e insegurança sempre que algo nos ameaçar. O que podemos fazer é ter consciência de que isso é normal e nos prepararmos para enfrentar os desafios.

Para a viagem eu estudei um pouco do idioma, entendi um pouco sobre a a política do país e falei com pessoas mais próximas a realidade cotidiana da Venezuela. Me preveni e me preparei para enfrentar o que eu considerei uma grande aventura. Levei algumas broncas no aeroporto por não entender bem as orientações mas o resto foi perfeito. Eu tive a honra de ser contemplada com imagens inexplicáveis do mar do caribe de águas de tons verdes e azuis que não dá para descrever...


* A foto abaixo foi tirada por mim durante o voo de Teco Teco na chegada a ilha.



Me senti muito corajosa quando retornei, e pensei: "É isso!!! É disso que precisamos para ter mais autoconfianca: nos desafiarmos a algo novo, maluco e inimaginável".

Quero que pare um segundo agora e relembre de um desafio que enfrentou na sua vida... Como se sentiu quando terminou?





Gostaria de deixar aqui meus aprendizados e que você pode utilizar na sua carreira quando sentir baixa confiança em si mesmo:

  • evite comparar-se com outras pessoas, cada um tem seu ritmo de aprendizado;

  • prepare-se baseando nos pontos principais do seu medo (exemplo eu estudei o idioma);

  • tenha senso de humor, ria de si mesmo e deixe seus erros mais leves;

  • a vida não é linear e nunca será!

Queridos, a maneira como nos enxergamos faz toda diferença! Valorize suas vitórias, mesmo que pequenas. Fale bem de si mesmo e desafie-se. A autoconfiança é algo que se nutre de pequenos sucessos, e só tem desafios quem se move.

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